O que o CEO pode aprender com o político e com o trickster?

"A política é a arte do possível". A Frase é de Otto Von Bismarck, diplomata, político prussiano e uma personalidade internacional de destaque do século 19. A afirmação nos ajuda interpretar o ato de fazer política.


Nos últimos anos tem sido recorrente notar discursos dos políticos em que o candidato faz questão de se apresentar para os possíveis eleitores como um gestor, não como um político. Ou seja, cada vez mais descolando o seu nome desse rótulo tão desacreditado pela sociedade e substituindo por outro que possui um sentido simbólico que transmite conhecimento, autoridade e confere uma série de valores ao indivíduo.


Por outro lado, cada vez mais influentes e valorizados, os CEOs inclinam-se ao dever a partir de um modelo de gestão onde as habilidades políticas, inerentes a sua função, surgem como parte de um processo indispensável para atender diversas demandas que são negadas ou minimizadas pelo medo de serem percebidos como “politiqueiros”.


Se precisamos de mais gestores na área pública, eu ousaria afirmar que a grande revolução será termos mais políticos atuando como CEOs. Você deve estar pesando que eu enlouqueci ou que estou sendo influenciado por algum movimento político. Mas, você não pode deixar de reconhecer que as organizações são espelhos da sociedade com todas as suas verdades e contradições. E que este momento em especial é muito desafiador para as convivências das correntes polarizadas no dia a dia da empresa.


A partir deste enfoque, é possível afirmar que no fundo a política é uma arte sim, conforme Bismarck concluiu. No caso de uma empresa, este aspecto político se manifesta por meio das figuras arquetípicas que compõe um grupo. Ou melhor, entre os jovens (heróis) e os velhos (patriarcas). Cada qual com as suas determinações e exigências.


De que forma você tem desenvolvido sua habilidade política na organização que você atua?


Deste modo, cabe então ao CEO ter habilidade suficiente para agir com o espírito de um Trickster (ser mitológico) personificado por alguém que possui a habilidade de resolver problemas (de modo excêntrico), mas que traz harmonização. Ele é o contraditório essencial. Algo de dualista e astuto ao mesmo tempo. Não pretendo me estender sobre o comportamento do Trickster agora pois isso será tema para um próximo artigo. Me atenho então à essa característica apenas para exemplificar sobre a sua notável desenvoltura.


Esse novo tipo de competência atribuída à figura do CEO se assemelha ao modo de agir no campo político. Alguém que não atende precisamente necessidades individuais, mas sim os interesses de “bolhas”. Um CEO não gere pessoas nem equipes, ele gere necessidades macro. A partir daí, portanto, conduz os movimentos da organização.


Seguindo esse raciocínio, vale lembrar que em quase todas as listas de competências que serão obrigatórias para um profissional no futuro, constam a resolução de problemas complexos e a flexibilidade cognitiva. Afinal de contas, passaremos a lidar mais com situações inéditas até então. Novos problemas precisarão ser solucionados. Isso exige uma capacidade de atender demandas com um bom senso singular. E é exatamente esta habilidade que se encontra presente, não fique surpreso, na atuação dos políticos/estadistas, se você observar sem preconceito.


Quão a vontade você se sente para lidar com as dimensões políticas do seu cargo?


O que você tem feito para desenvolver a sua capacidade política de gerir a dinâmica entre as equipes da sua empresa?

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Jorge Dornelles de Oliveira

Junho de 2021





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