Quando o essencial precisa ser visível aos olhos do CEO

Atualizado: Jan 27

: : Mapeando a cadeira do CEO : :


Como navegar na cultura organizacional e enxergar o invisível pode tornar você mais preparado para assumir a cadeira de CEO.


A afirmativa, para você que pleiteia esse lugar, o auxilia a encontrar as aptidões que o cargo exige, todavia, igualmente o ajuda a decifrar as entrelinhas da cultura organizacional que estão além dos contratos e do ambiente de trabalho. Algo comparado a observar um iceberg em sua superfície e sua face submersa, simultaneamente. Imagem corriqueira para ilustrar o tema.


A cultura organizacional molda o pensamento e os comportamentos dos indivíduos e está fortemente ancorada à cultura do fundador - ou do próprio CEO. Em outras palavras, ela parte do “contrato psicológico”. Isto é, a construção dos vínculos não formais que decorre das atividades das equipes.


Assimilar as entrelinhas da organização é muito mais do que praticar a tríade: missão, visão e valores esquematizados pela empresa. Nesse campo pouco ressaltado é que se percebe as estratégias reais da organização. Para onde ela se move e de que forma isso acontece. É aí que está o caminho para você se desenvolver como CEO.


Para dar um exemplo bem emblemático: é possível compreender a cultura organizacional do Google ou do Facebook mesmo sem ser um colaborador dessas empresas. Somos capazes de entender o quanto eles comunicam a todos essa cultura que é baseada na tecnologia, na inovação e no modo despojado que rompe com todos os formatos corporativos tradicionais. Contudo, será que é possível saber o que essas marcas realmente almejam e para onde elas pretendem ir? Reflita.


O modelo citado pode parecer inacessível, certo? No entanto, para elucidar isso melhor, contextualize à sua realidade e pense o seguinte: quanto mais você percebe como flui essa cultura “não dita” e compreende a clareza das estratégias, mais preparado você está para assumir o cargo. Esse “poder” de ler as entrelinhas é resultado ainda da vivência e da desenvoltura com o imprevisível. É algo a apropriar-se – no melhor significado da palavra.


Dessa forma, você terá uma dimensão clara sobre três questões inevitáveis. O que as pessoas esperam de você? O que a organização espera de você? E o que você espera dela?


Nessa lacuna permeiam questões como responsabilidade individual, grau de colaboração, habilidades interpessoais de negociação, resolução de conflitos; flexibilidade e adaptabilidade de pessoas, comunicação clara, pensamento criativo, entre outros pormenores diários.


São elementos assim, mas que nem sempre são sinais claros, que concedem que as pessoas participem inteiramente de projetos, mostrem reconhecimento e admiração pelos outros e forneçam suporte para o crescimento da empresa como um todo. Consequentemente, implica ao executivo hábil, flexibilidade e controle.


Como você enxerga o que de oculto acontece na cultura da sua organização?


Para encerrar essa reflexão, recorro ao célebre escritor francês Antoine de Saint-Exupéry, em sua obra, O Pequeno Príncipe. “O essencial é invisível aos olhos”.


Janeiro de 2021.



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