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Liderar não é impressionar pela complexidade, mas mobilizar pela compreensão

  • Foto do escritor: jorgedoliveira
    jorgedoliveira
  • há 2 dias
  • 5 min de leitura

Como um executivo c-level pode usar o princípio do determinismo recíproco para transformar intencionalmente a cultura de sua equipe?


Um líder pode ter a visão mais brilhante, a estratégia mais robusta e o intelecto mais aguçado, mas se for incapaz de comunicar, seu potencial permanecerá trancado dentro de si. A comunicação não é uma simples habilidade auxiliar na liderança; é o sistema circulatório que dá vida a todas as outras qualidades. É o processo fundamental pelo qual um líder deixa de ser um indivíduo isolado e se torna uma força catalisadora para um grupo. Grandes líderes são, antes de tudo, grandes comunicadores porque a comunicação é a ferramenta que materializa a sua essência em três dimensões críticas: construção de significado, construção de confiança e construção de ação coletiva.


Quem comunica ideias complexas de forma simples demonstra clareza de pensamento, domínio do conteúdo e empatia intelectual. Ao adaptar a mensagem para diferentes públicos como equipe, conselho ou investidores, o líder constrói pontes, reduz ruídos e gera alinhamento. Essa habilidade inspira confiança, engaja pessoas e facilita decisões conscientes. Liderar não é impressionar pela complexidade, mas mobilizar pela compreensão. A simplicidade bem construída não empobrece a ideia, ao contrário, revela maturidade, estratégia e capacidade de transformar conhecimento em ação coletiva.


Um líder enxerga um futuro que ainda não existe. A sua missão primordial é fazer com que outros também consigam visualizá-lo. Isso não se faz com planilhas ou gráficos complexos, mas com narrativas cativantes. Martin Luther King Jr. não apresentou um projeto de dez pontos; ele proclamou "Eu Tenho um Sonho". Ele pintou um quadro verbal tão vívido e emocionalmente ressonante que milhões de pessoas se viram nele e adotaram aquele sonho como próprio. A comunicação eficaz responde às perguntas fundamentais do propósito: "Para onde vamos? Por que essa jornada importa? Qual é o seu lugar nela?" Sem essa capacidade de forjar significado e direção, não há liderança, há apenas gestão de tarefas.


Segundo Albert Bandura, na Teoria da Autoeficácia, líderes que se comunicam de forma clara aumentam a percepção de competência e segurança das equipes, o que impacta diretamente desempenho e tomada de decisão. Quando o CEO expressa expectativas, limites e visões com objetividade e respeito, reduz ambiguidade, ansiedade e conflitos internos, criando um ambiente psicologicamente seguro. No coaching, a comunicação assertiva é vista como instrumento de alinhamento entre propósito, estratégia e comportamento. Estudos em liderança transformacional mostram que CEOs que comunicam com intenção e presença geram maior engajamento e comprometimento, pois as pessoas entendem não apenas o “o quê”, mas o “porquê”. Essa capacidade fortalece a confiança relacional, acelera mudanças e sustenta decisões difíceis, posicionando o CEO como referência emocional e estratégica em contextos de alta complexidade e pressão.


Considerando o princípio do determinismo recíproco, onde líder, equipe e ambiente organizacional se influenciam constantemente, a capacidade de inspirar seria então um elemento crítico para iniciar ciclos virtuosos de alto desempenho e inovação?


Mobilizar verdadeiramente uma equipe vai além de pedir que "vistam a camisa" da empresa. Grandes resultados não vêm de frases de impacto, mas de uma conexão genuína com um propósito comum. É necessário engajar as pessoas em um nível mais profundo, onde cada membro se sinta parte essencial do todo. Líderes que inspiram criam sentido e propósito compartilhado, fazendo com que as pessoas se sintam como parte de algo maior, o que aumenta o compromisso e a responsabilidade pelo resultado coletivo.​ Esses líderes elevam a motivação, o esforço persistente e a abertura ao futuro, tornando o grupo mais disposto a pensar a longo prazo, assumir desafios e sustentar mudanças.​ Com isso, a inspiração decorre menos de discursos motivacionais e mais de atitudes claras de visão, exemplo pessoal, escuta ativa, reconhecimento e empoderamento da equipe.



Yes, we can! Mais do que um slogan, a expressão viva de um envolvimento coletivo.​


“Sim, nós podemos” foi o slogan central da campanha de Barack Obama em 2008 e sintetizou a ideia de que mudanças profundas nos Estados Unidos não viriam apenas de um líder, mas da ação coletiva de cidadãos comuns. Em vez de um apelo individual (“eu posso”), o foco estava no “nós”, convocando diferentes grupos sociais a se considerarem como parte ativa de um mesmo projeto de país. A comunicação certa surtiu efeitos positivos. É assim que funciona! Por isso, para os executivos nos diversos níveis é sempre um grande desafio perceber quais são os caminhos e as possibilidades que se apresentam para a continuidade da vida sustentável das organizações.


Se considerarmos que a estratégia de uma organização acontece mesmo quando não é formalmente planejada, fica evidente que ela está sempre em movimento, independentemente de seus líderes terem clareza sobre a direção que está sendo tomada. Nesse contexto, o núcleo da organização, isto é, sua identidade organizacional, se revela na prática, no cotidiano e na dinâmica real de atuação dos times. É nesse ambiente vivo que os valores verdadeiramente importantes se manifestam de forma concreta e incontestável, muito além do discurso institucional. E é justamente aí que o líder exerce, de fato, sua maior capacidade de influência, moldando comportamentos, decisões e a cultura que sustenta os resultados.


É por essa razão que o processo de coaching pode auxiliar um executivo no reconhecimento de padrões limitantes, na ampliação da autopercepção e no fortalecimento da autoeficácia. Com isso é possível consolidar a convicção de que ele é capaz de influenciar resultados de forma consciente e consistente. Esse processo desenvolve competências essenciais para liderar pessoas em contextos complexos e dinâmicos.  Assim, ao estimular reflexões profundas, o foco deixa de estar no cargo e passa a estar na influência, permitindo que o líder inspire pelo exemplo, pela coerência entre discurso e prática e pela capacidade de mobilizar o potencial coletivo, e não apenas pela autoridade formal que ocupa. Dessa forma, o líder conduz o grupo para além do “mínimo necessário”, criando um ambiente em que cada pessoa se sente valorizada, capaz e corresponsável pela trajetória do todo.


Você acredita que sua liderança hoje inspira pessoas a irem além do esperado e a se engajarem genuinamente com os objetivos da organização?


Com mais de 25 anos de experiência em coaching e mais de 7.000 horas dedicadas ao desenvolvimento humano, meu propósito é criar processos personalizados que ampliem o potencial e fortaleçam o nível de consciência de líderes e equipes. Sou Jorge Dornelles de Oliveira e coloco-me à disposição para construir, junto com você, um caminho de evolução real, feito sob medida para suas necessidades e objetivos.


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Jorge Dornelles de Oliveira

Janeiro de 2026

 

 
 
 

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