Coaching: entre a zona de conforto e o mindset de crescimento

Pessoas que acreditam em qualidades imutáveis e passam a vida atrás de reconhecimento, com medo do fracasso, possuem mindset fixo. Aquelas que são orientadas para o aprendizado e adoram um desafio, sendo capazes de reconhecer seus pontos fortes e pontos fracos, são consideradas do mindset de crescimento, conforme a pesquisadora de personalidade e desenvolvimento pessoal, Carol Dweck. No primeiro caso, elas costumam funcionar conforme suas crenças e hábitos, um comportamento que pode sugerir um certo aprisionamento ou paralisia. No segundo, estão sempre em busca de algo que possa alimentar seus propósitos e não se deixam abater pelos erros ou pela dificuldade das trajetórias. São movidas por paixão, esforço e muito treinamento.

Em qual dos dois você se reconhece? E os seus clientes ?

Não responda ainda.

Embora os atuais frames teóricos sejam cada mais numerosos, e ofereçam contextos interessantes de análises, o intuito aqui não é enquadrar um ou outro tipo de comportamento. A questão é explorar de que maneira o processo de coaching pode transformar rotinas e ajudar a construir novas diretrizes que estimulem a ação. Lembra-se? Agir está na essência do coaching, e é na direção do desenvolvimento de novas atitudes e competências que devemos nos colocar ao lado dos nossos clientes. Isso porque o movimento de transformação passa pela quebra de crenças limitantes e de padrões que nem sempre são reconhecidos no dia a dia.

Desafiar os limites da tensão e do aprendizado, de acordo com Tom Senninger e Vygotsky, com o objetivo de virar a chave, implica em identificar hábitos arraigados e romper com o circuito Pavlov; aquele que nos faz repetir o mesmo ritual a cada vez que escutamos um sinal. Em geral, é nessa zona condicionada ou de conforto, que utilizamos com insistência as competências que nos ‘promoveram’ ao longo de nossa história, mas que, na grande maioria das vezes, não incentivaram um desenvolvimento verdadeiro.

Frequentemente os clientes se queixam de querer mudanças que não conseguem efetivar na prática, ou seja, querem sair desse automático mas tendem a repetir uma determinada maneira de fazer, não apenas porque ela já deu certo no passado, mas principalmente porque desconhecem outro jeito de enfrentar seus obstáculos.

Como auxiliar os seus clientes a saírem dessa armadilha?

Cabe ao coach ajudar o cliente a reconhecer esses padrões de comportamento pesando prós e contras, ou seja, quais os prejuízos já contabilizados e os benefícios que ele poderá ganhar, para que possa avançar e vislumbrar o potencial alocado na zona de tensão de aprendizado, estagio onde as mudanças começam a ocorrer. Mas cuidado. Liberar o cliente do que o impede de ir para frente, levando-o a abrir mão do seu conhecido modo de ser, pode surtir o efeito ao contrario e gerar um medo ou um comportamento evasivo que venham a bloqueá-lo. Nesse caso, uma boa estratégia são os chamados baby steps, um pequeno passo depois de outro pequeno passo, que farão com que se sinta incentivado sem, no entanto, se sentir ameaçado.

Nem sempre o universo conspira a nosso favor. Às vezes, ocorre exatamente o oposto. O cliente deseja sair desse local fixo onde se encontra e se depara com uma série de eventos o impedem de faze-lo. Autosabotagem? Mania de racionalização? Muitos podem ser os motivos. No panorama atual, deve-se levar em conta ainda o excesso de downloads de informações que indicam inúmeras possibilidades, mas que podem confundir o que escolher como frame teórico, retardando a ação.

O trabalho do coach é considerar todos esses fatores e mobilizar o cliente para ação, contribuindo para que ele ative o mindset de crescimento para desenvolver novas habilidades e competências. É só quando o cliente se torna consciente que consegue praticar as ações desenhadas com o profissional e avaliadas, em conjunto, ao longo do processo. Pode ser que essas ações acabem se tornando automatizadas novamente e o cliente volte para a sua zona de conforto. Então estará na hora de abrir um novo ciclo de mudanças dentro da construção desse novo mindset.

E você, como percebe o seu mindset?

Como é para você atuar com seu cliente na zona de tensão criativa?

Referências bibliográficas

· Mindset: a nova Psicologia do Sucesso ( Carol Dweck)

· Tom Senninger - http://www.thempra.org.uk/social-pedagogy/key-concepts-in-social-pedagogy/the-learning-zone-model/

· Lev Vygotsky https://pt.wikipedia.org/wiki/Lev_Vygotsky

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