top of page

Quando os “porquês” das metas agem como orientadores no processo de coaching?

No último artigo eu abordei o “como” das metas, ou seja, de que forma o coachee faz para chegar nos seus objetivos e o processo das metas atuando como o vetor do seu desenvolvimento. Agora a missão é esclarecer ao leitor os “porquês” das metas. De que forma perceber e se conectar com as metas expressa motivações intrínsecas do coachee que aparecem em camadas mais profundas do processo?



Um processo de coaching, principalmente no mundo executivo, tem como parte intrínseca a ação. Somente através dela o cliente pode exercitar e mudar comportamentos e consequentemente o seu impacto no mundo. Mas para que isso aconteça é necessário que existam metas a serem trabalhadas. Normalmente temos as referidas entregas do negocio que servem como uma espécie de laboratório para através delas desenvolver as metas do processo de coaching. Essas frequentemente tem a haver com o desenvolvimento de softskills e habilidades de relacionamento. Com isso eu quero dizer que o coach precisa ajudar o coachee a identificar e articular o que é realmente importante para si e entender qual é o significado dessas metas e o que faz sentido para ele. Isso vai motivá-lo e permitirá que ele alcance algo que hoje parece muito distante. Caso o contrário ele não terá energia suficiente para ir adiante.


Conectar o coachee com as metas não é somente uma forma de operar a sua potencialidade e empenho. No instante em que o cliente entende as intenções que o movem ele ganha recursos para se desenvolver mais rapidamente integrando suas obrigações e necessidades.


Perceber a razão pela qual o cliente estabeleceu essa meta também indica para o coach as motivações mais profundas que transcendem o significado das atribuições. Se a meta de um determinado executivo é atingir R$ 20 milhões em vendas em um período de 3 meses a tarefa não é ajudá-lo a entregar os R$ 20 milhões, mas sim apoiá-lo a perceber o que precisa desenvolver em si para atingir os resultados. Ou seja, como ele lida com o tema. A consequência disso será a entrega do resultado esperado. O olhar do coach deve ser sempre voltado para como ele está se desenvolvendo para atingir o resultado.

Pergunte se isso faz sentido para ele?


Normalmente as respostas estão nas camadas mais profundas. Elas serão desvendadas em conjunto. Tem a ver como ele será percebido dentro da organização, como os colegas vão olhar para ele ou se vão gostar mais dele por esse feito. Também tem relação com o seu avanço profissional e realizações pessoais, familiares etc. Sabendo disso, o coach precisa encontrar uma maneira de alinhar e administrar essas necessidades intrínsecas autênticas com o objetivo.


Ao abordar essa questão o coach desperta o princípio da conscientização no cliente e passa a atuar naquilo que ele precisa transformar. É o que eu chamo de fio da navalha: o que o motiva vai dizer se ele se foca nessas metas ou se ele não se engaja. Esse estímulo é onde nota-se a disposição de entregar parte da sua energia para que isso aconteça.


Entretanto, se este processo não for bem coordenado pelo coach, o rapport será comprometido. Avaliar a motivação (as razões, os porquês da meta) esclarece um ponto secundário: esse é um desígnio primordial ou isso foi atribuído a ele como mais uma empreitada? O coachee precisa ter esse discernimento para se explorar melhor suas ações.


De que forma as metas são colocadas como o pelo líder do coachee?


Coaching é sobre promover mudanças propositais direcionadas na busca de objetivos específicos, e isso torna a frase do romancista e fabulista Lewis Carroll no clássico livro Alice no País das Maravilhas emblemática: “Se você não sabe onde quer ir, qualquer caminho serve”. Essa máxima é vital no processo de coaching. Compreender o porquê da meta diz sobre os tipos de concessões que ele fará para atingi-la.


Quero dizer que a partir do estabelecimento das metas e da percepção das motivações o desafio do coach se desloca para o de monitorar e avaliar o progresso por meio de submetas em direção à meta de ordem superior e tornar os processos de monitoramento significativos.


Relacionar a realização de cada meta sob alguma faceta específica é uma tática eficiente para escalar essa potência ao longo do processo. As metas poderão ser fatiadas em submetas entre a meta intrínseca de ordem superior e a meta intermediária (de ordem inferior). Subobjetivos precisam ser bastante concretos, pois objetivos excessivamente abstratos podem resultar em um possível decaimento do comprometimento.



A assimilação dessas etapas deve ser gerada pelo coachee, pois esse processo pode facilmente soar superficial e banal e se tornar um procedimento inoculado se houver alguma orientação do coach. Cabe ao coach sempre desafiar e perguntar: que aspecto do seu desenvolvimento essa meta endereça? A realização de submetas deve ser gratificante e agradável.


O quanto as metas do seu cliente estão alinhadas aos seus próprios valores? De que forma estão alinhadas com sua visão? Quão motivado ele está a partir dessa perspectiva? Reflita.


Se deseja ter apoio de coach profissional para se desenvolver nesse tema entre em contato: jorge.dornelles.oliveira@ggnconsultoria.com.br Whatsapp (11) 96396.9951

Leia também:


As metas como um vetor de desenvolvimento do cliente e sua essência multifacetada no coaching:



Jorge Dornelles de Oliveira

20 visualizações0 comentário

Comments


bottom of page