Hora de acordar, esse é o chamado do Xamā-Malandro

 

Às vezes tenho a impressão de que o mundo deu um salto tipo duplo twist carpado, a la Daiane Santos, e caiu de pernas para cima como uma barata tonta. Agora, enquanto alguns heróis correm exasperados, tentando desvira-lo, os patriarcas buscam mantê-lo de pé com as antigas regras que faziam com que ele funcionasse https://www.jorgedornellesdeoliveira.com/single-post/2020/01/14/Herói-ou-patriarca. Nesse desespero, os heróis pensam em encarcerar os patriarcas como se eles fossem culpados por tudo. Por outro lado, os patriarcas não sabem como agir uma vez que os heróis já não se comportam como antes. Os acordos vigentes até então foram totalmente rompidos. 

 

Sem entendimento mútuo do que devem fazer ou para onde devem ir, eles não percebem o isolamento vertical no qual se encontram, diante da quebra das regras cristalizadas como as conhecíamos. Essas sim, ruíram por completo, em nosso novo contexto, abrindo espaço para a chegada do Trixter ou do Xamã-Malandro, aquele que é o mais antigo dos arquétipos. 

 

Ele esteve na clandestinidade por centenas de anos –não havia lugar para ele na nossa sociedade -, mas agora volta por ser o único a indicar uma perspectiva, já que consegue integrar aspectos e impulsos contraditórios, e com isso, acolher um novo jeito de fazer ou nos levar para um lugar diferente daquele que nos parecia  reservado.

 

Expert em transitar pela dualidade, e ser ele próprio a representação da ambiguidade    (afinal, é o mediador entre o consciente e o inconsciente, um psicopompo), ele possibilita o confronto entre os nossos aspectos sombrios e criativos, emergindo nesse cenário onírico de maneira simbólica e desconcertante, para que a gente vá ao resgate de nossa essência, de nossa alma.

 

Conhecido como o Deus das engenhosidades, o Xamā-Malandro surge, na realidade, num momento oportuno de quebra de paradigmas. E embora ele seja esperto, o seu convite é para que sejamos sábios, considerando nossas partes animal, humana e espiritual, de forma a reconhecermos uma nova energia que já começa a se fazer presente.   

 

No caminho que ele nos propõe é possível reintegrar conteúdos para olhar para esse momento de outra maneira, encarando a vida individual e coletivamente, de um jeito flexível e acolhedor para novas experiências, com atitudes que nos auxiliem a promover trocas e a nos religar com a natureza e com o entorno, em outras bases.

 

É chegada a hora de acordar e permitir que o Xamā-Malandro se aproxime e nos reoriente para o caminho da totalidade – trajetória que passa pelo reconhecimento de nossas almas e que deve permitir que a gente se veja e se ouça como o organismo vivo que somos. Para chegar lá precisamos também nos dar conta de quem somos internamente, nos “reeditando” para essa nova jornada que se desenrola a partir do aqui e agora, sem scripts ou regras fechadas. 

 

Como você se vê em meio a esse cenário? Sonolento, ainda dormindo ou já desperto?

 

Pronto para atender ao chamado?

 

 

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