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Herdar ou empreender? Uma questão de ótica

22.02.2019

 

Um conceito clássico sobre os herdeiros aponta que herdeiro é aquela pessoa que herda e tem direito a herdar, enquanto os sucessores são aqueles que têm o compromisso de dar continuidade. A esses últimos, no entanto, é reservada a missão de ampliar o que receberam e que não lhes pertence, em geral. Mas nem sempre um herdeiro se revela um herdeiro no sentido literal da palavra ou o sucessor age como está previsto que ele o faça.

 

Indo um pouco mais além nessa reflexão – apenas num enfoque levemente distinto --, considere aqueles que acham que herdaram o mundo e os que acreditam ter que empreender no mundo. São coisas diferentes. No primeiro caso, a perspectiva é a seguinte: como eu aproveito, como eu gasto esse mundo? Esse é o tipo que deseja tão somente desfrutar ou no máximo preservar o mundo que recebeu, para poder continuar desfrutando.

 

O empreendedor, no entanto, é aquele que está preocupado em construir alguma coisa, independente do fato de ter ou não herdado algo; aqui estamos falando de alguém que quer ver algo se multiplicar, dar vazão ao novo, imprimir a sua marca no mundo. O empreendimento é o alvo, independente de como chegou nas mãos de quem irá gerenciá-lo.

 

Parece bobagem, mas a postura de ambos define a atuação dos executivos nas organizações. Na prática, o herdeiro tende a consumir o patrimônio ou não deixar ele acabar. Já quem empreende é aquele que aposta - mais no futuro do que no passado -, e busca inovar no presente de forma que o que planeja, no aqui e agora, ganhe em termos de durabilidade: ele, de fato, tem a clara intenção de deixar um legado.

 

Ampliando o enfoque, se a gente olha, por exemplo, para os países europeus, tem a impressão de que lá são mais numerosos os herdeiros do que os empreendedores, mas não pode negar que os herdeiros souberam sair de muitas crises e de falência e multiplicar seus PIBs por muitas e muitas gerações. E nem sempre a recíproca é verdadeira, nos países menos desenvolvidos, que têm urgência em empreender, a dilapidação do patrimônio tem sido uma constante.

 

A essas alturas você já deve ter percebido se é um herdeiro ou um empreendedor, ou alguma coisa no meio do caminho. Teve algum insight das oportunidades que vem alimentando ou desperdiçando em sua trajetória? Eventualmente se percebe, numa situação específica como herdeiro e em outras como empreendedor, potencializando o que cada um tem de melhor a oferecer?  

 

Como seria combinar a noção de valorização e preservação com a de ousadia e aposta no futuro?

 

Como quebrar com os papéis convencionais e se apoderar do que cada uma dessas funções pode agregar?  Afinal, como dizem, herdar não é desculpa para não empreender, especialmente nos cenários da atualidade que tanto nos cobram em termos de inovação e audácia. Herdar e empreender ao mesmo tempo pressupõe, com certeza, que você doe parte da sua Alma para que o empreendimento aconteça.

 

Já tinha pensando na Alma, nesse perspectiva?

 

 

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