O coach como caçador de insights

 

Qual a semelhança entre um coach e um cão de caça?  Como isso soa para você? Estranho? Inusitado? Chocante? Lúdico? Pois é exatamente a esta metáfora que estou me referindo. Vamos explorá-la um pouco?

 

Em uma caçada (quando elas eram realizadas), o papel do cão era de farejar, explorar e criar as condições para que o caçador encontrasse a caça pato ou raposa. O cão não era treinado para realizar o ato da caça. Ao cão cabia apenas apoiar o caçador no processo de localização da caça, ou seja, levando-o para a área onde havia maior possibilidade de encontrar o animal. Para isso, ele farejava e latia para chamar atenção, cumprindo um papel de parceiro para que o caçador pudesse focalizar sua mira e atingir seu objetivo.

 

Em outras palavras, o cão apóia a busca, cerca a caça, estimula a descoberta da caça, mas cabe ao caçador a decisão do que fazer com a sua descoberta. Até aqui então, alguma semelhança com a atuação do coach?

 

Já teve essa experiência de lidar com esse espaço de descoberta, ajudando o cliente a perceber movimentos e emoções que não está conseguindo identificar?  Pois é, é o coach que ajuda o caçador-cliente a descobrir o pato, a chegar no insight, o ponto alto do processo de coaching ou da caçada.

 

Para o coach, criar a atmosfera necessária para levar o cliente a mirar nas questões combinadas previamente é o destino do seu trabalho. Ele potencializa esse campo favorável à “caça”, incentivando-o a identificar suas questões e a explorá-las para poder promover suas mudanças, passando a enxergar uma determinada situação sob múltiplas perspectivas.

 

Para o profissional, é fundamental que o cliente consiga chegar ao estalo, àquela sacada que transforma a sua perspectiva e o leva para uma nova prática já que o insight tende a deixar mais nítido o alvo a ser alcançado. A partir do insight, o cliente consegue visualizar, aprender e planejar as ações que o farão concretizar as transformações desejadas. E quando isso ocorre, ou seja, quando ele incorpora o aprendizado, atingimos o nosso maior objetivo.

 

Mas atenção! Para que o profissional não pague o pato, como também nos lembra a famosa expressão – às vezes o mais experiente coach também fracassa --, é necessário explorar o terreno onde vai acontecer a caçada. Nesse sentido, perguntas, intuição e observações têm potencial de criar um novo horizonte e fazer com que o cliente continue evoluindo depois de reconhecer e admitir para si próprio suas potencialidades e acolher esse estalo ou lampejo com todo o seu ser.

 

Quando os insights não acontecem, é provável que profissional e cliente não tenham conseguido identificar o que interessava, de fato, e esse momento de brilho não aconteça. Os insights certificam a validade do que está sendo analisado, coroando todo o processo de coaching, por isso tornam-se tão importantes a ponto de fazer com que nós coaches sejamos verdadeiros caçadores de insights.

 

E você coach, sabe como ajudar seu cliente a chegar aos insights e tirar o melhor proveito deles?

Descubra  mais sobre esse momento mágico em meu próximo artigo.

 

 

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