Meu caminho pelos livros

07.07.2018

 

 

De uma forma geral as pessoas têm insights e percepções a partir do encontro com outras pessoas. No meu caso, os livros são os grandes reveladores de caminhos e respostas. Quando eu estou precisando compreender alguma coisa sempre acabo numa livraria ou num sebo. E intuitivamente, sempre acho um livro e o que preciso, naquele determinado momento da vida, dentro dele. Às vezes é o simples processo de procura que me conduz para uma importante mudança e me indica novos rumos.

 

Lembro da personagem do livro “A Imaginária” de Adalgisa Nery imaginando como criar raízes como as árvores, deitada debaixo de suas copas, na grama, e como eu experimentei essa e outras vivências semelhantes, reproduzindo as cenas e as  emoções que elas traziam no meu dia a dia.

 

Durante a infância e a adolescência costumava  adormecer na biblioteca depois de tanto ler.

Tudo isso tem a ver com o meu jeito de aprender que vai se consolidando conforme faço pequenas descobertas. Passa necessariamente mais pelo observar e descobrir do que pelo intelectual propriamente dito. 

 

Ainda é nítida a lembrança da leitura do Siddhartha, de Hermann Hesse, que marcou e definiu a minha alma aos 12 anos, me causando um choque que só entendi do que se tratava verdadeiramente quando me tornei budista aos 47. O livro falava de como Buda foi para o mundo. Isso mexeu comigo de tal maneira, que desde menino venha me lançando nessa jornada que busca explorar uma dimensão interior.

 

Já perto dos perto dos 50, a Ciência Oculta de Rudolf Steiner, me mostrou a profunda conexão entre o ser humano e o universo, e me inspirou a ter coragem de tocar em assuntos que nem todo mundo consegue abordar.

 

Nesse sentido, aliás, Memória, Sonhos e Reflexões, autobiografia do Jung,  também foi de enorme valia, ajudando a reconhecer o meu jeito intuitivo de ser e a partir disso, procurar os conceitos que vêm colorindo a minha história. Jung era a sua própria cobaia, experimentava em si próprio as bases de sua teoria.

 

Jung também aguçou a minha percepção no que diz respeito aos arquétipos e ao inconsciente coletivo e a força dos mitos em nossas vidas, uma via que foi se revelando também com a leitura do livro Tibetano da Vida e da Morte de Sogyal Rinpoche. Nesse caso, as leituras foram entrelaçadas. O mestre tibetano me libertou para o imaginativo e contemplativo da filosofia budista, me permitindo sentir e acolher mais profundamente fenômenos como a sincronicidade que Jung tanto fala.

 

Na época em que eu me questionava sobre o arquétipo masculino e sua influência no mundo atual, me deparei, não por acaso, com o Além do Herói, do psiquiatra norte-americano Allan B. Chinen, livro que tem funcionado como uma espécie de catalisador na medida em que vem me autorizando a reunir tudo o que aprendi ao para mergulhar ainda mais fundo nos temas que têm me interessado ao longo da vida.

 

Depois de Chinen, passei a me dedicar com propriedade ao estudo desse conceito que trago no blog e que coloca os homens um passo à frente do reconhecimento de sua anima. O livro faz uma coletânea das histórias clássicas de homens em busca de sua alma, tendo me dado um importante insight: que a alma é essa entidade mais primitiva que capta e transforma o mundo, embora em nenhum momento o autor mencione isso de maneira literal.

 

Me permitiu voltar mais uma vez  à Jung em seu “Os Arquétipos e o Inconsciente Coletivo”, e ver que a alma é que cria os arquétipos e que contém a essência divina ou o impulso criativo το αρχέτυπο φως -- numa tradução literal, a luz arquetípica --, conforme se encontra no rodapé do desenho que abre o blog, símbolo que representa essa jornada que tenho feito por esse universo sagrado.

 

É a partir desse impulso criativo que os arquétipos se materializam e depois se transformam em mitos, nos cercando num campo com o qual precisaremos ainda interagir e fazer muitos downloads em nossa trajetória de evolução.

 

A seguir alguns outros livros que me marcaram, aos quais poderei fazer referência num futuro próximo.

 

 

 

 

 

He- Robert A. Johnson

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

She - Robert A. Johnson 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Animus e Anima – Emma Jung

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Mitodrama – Corintha Maciel

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

A coragem de ser imperfeito – Brené Brown

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Além do Herói - Histórias Clássicas de homens em busca da alma 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Carl Gustav Jung – Uma Biografia – Frank McLynn

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Jung – O Mapa da Alma – Murray Stein

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

O Eu e o Inconsciente – C.G.Jung

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Ensinamentos Fundamentais do Budismo Tibetano – Kalu Rinpoche

 

 

 

 

 

 

 

 

The Last Barrier – a Sufi Journey – Reshad Feild

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Psicodrama – J.L.Moreno

 

 

 

 

 

 

 

 

Psicodrama da Loucura – José S. Fonseca Filho

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